Resumo:
 
           Os supercondutores de alta temperatura (em especial os cupratos supercondutores) 
apresentam uma fenomenologia que ainda não pode ser explicada totalmente a partir de modelos 
teóricos já propostos, como o modelo BCS. Entretanto, muito já se sabe sobre esses compostos 
e um modelo que tem sido bem sucedido em explicar, pelo menos de forma qualitativa, alguns 
fenômenos associados aos cupratos supercondutores é o modelo de Hubbard. Segundo esse 
modelo, no caso de banda semi-cheia (com um átomo por sítio em média) e no regime não 
interagente temos uma superfície de Fermi(SF) quadrada. No caso em que temos banda 
semi-cheia e U infinito (onde U é a repulsão eletrônica de próximos vizinhos) temos 
uma fase antiferromagnética que é bem descrita pelo modelo de Heisenberg. Ao 
doparmos o sistema com buracos podemos causar "flips" de spins e aumentamos as 
flutuações antiferromagnéticas. Espera-se, então, que para uma certa dopagem o regime 
antiferromagnético seja destruído surgindo, dessa forma, uma nova fase ou a fase 
supercondutora. Neste trabalho pretendemos explorar as principais instabilidades 
geradas por uma SF com seções chatas e cantos arredondados o que configura um regime 
levemente dopado do modelo de Hubbard. Entretanto, tal modelo é, basicamente, 
um modelo microscópico e ao tentarmos inferir sobre grandezas macroscópicas (ou 
as que se medem no laboratório) surgem divergências logarítmicas que devem ser tratadas 
regularizando-se a teoria através do grupo de renormalização. Por fim, investigamos qual é o 
regime predominante através de nosso diagrama de fase no espaço dos acoplamentos e discutimos 
suas principais implicações físicas.
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